sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A vingaça e o ódio, travestido de Justiça

 Cada vez mais, vemos no nosso cotidiano, alguém clamando por justiça, isso até faz parte da nossa cultura,  mais será que os que gritam por justiça estão realmente querendo justiça?

 Se ligarmos a televisão, em programas policiais, é padrão que vamos ver famílias que perderam seus parentes ou entes queridos ou alguém que foi prejudicados em alguma coisa como bens materiais, clamando por justiça.

 Aprendemos desde criança em nossa sociedade, que se alguém errar tem que pagar. Mais o que é pagar? o que realmente é justiça? Será que é para que a pessoa aprenda e não venha fazer a mesma pratica novamente? Pra servir de exemplo para outros do que não se deve fazer? Para amenizar a dor através da dor dele e da sua família? Eu estou convencido que não seria nenhum desses motivos.

 Quando uma pessoa comete um crime que chega na mídia, vemos o cara da televisão dizendo "cadeia neles", e esse mesmo termo se expande aos telespectadores e a todos em nossa sociedade.

 Quando nos referimos ao termo "justiça", será que isso não é uma forma de travestir a vingança e ódio? por que "cadeia neles"? Seria uma forma de nos vingarmos do acontecimento, ou quando falamos "cadeia neles", queremos que ele aprenda e não venha fazer o mesmo novamente?

Certamente,  a nossa sociedade em geral mascara a vingança com a justiça. É só observarmos os locais onde deveriam ser utilizados para recuperar os infratores, será que o nosso sistema, estaria apto a recuperar alguém? Certamente que não. sobre o sistema carcerário penso eu,  que o grande motivo de não recuperar ninguém, é o nosso poder publico pensar mais em pagar o preço, do que na recuperação do infrator.

Will Aragão.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Geração GTA"

"Geração GTA"

 Depois de ler, e reler e ler novamente, muitos posts, comentários e etc... achei interessante compartilha com os caros leitores, a forma de atuação X cobrança, da nossa sociedade.

 Primeiro quero deixar claro, que o policial no caso do jovem foi coerente em sua obrigação e cumpriu o seu trabalho. Segundo, não sou a favor do crime.

 Mais então, porque tanta revolta? li em um comentário que me deu a entender, que só poderíamos fazer um pais melhor, se todos os "bandidos" fossem exterminados. Então surgiu a duvida "Seriamos nós a geração GTA?" será que a solução do problema seria fazer uma cessão de extermínio e mandar pra 7 palmos de baixo da terra todos os "bandidos"?
 
Uma frase do Sakamoto, me chamou a atenção: "Mas dói chegar à conclusão de que, se um jovem aperta um gatilho, fomos nós que levamos a arma até ele e a carregamos."

 Analisando os fatos, será que a solução do problema mesmo é sair exterminando todos que são considerados "bandidos", como diz o babaca da televisão que ostenta audiência, ou será que o problema vai além do extermínio? Depois desse extermínio, não apareceria outros como filhos desses exterminados, que não entenderia o tamanho da diferença social em nosso pais, e seguisse o mesmo rumo? Estou convencido de que o problema vai além, e seguir os pensamentos da "Geração GTA" não vai mudar o nosso pais.

 Will Aragão.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

"Bandido bom é bandido morto" até que seja da nossa família, ou alguém conhecido.


 Acompanhamos nesse final de semana, um vídeo onde mostra um assalto que terminou em morte, por uma ação surpreendente de um policial.

 Sendo reto e claro sobre a frase mais postada no Facebook que é "Bandido bom é bandido morto", é comum o pessoal que trabalha e estuda concordar, mais essa concordância é até que seja alguém da família ou alguém próximo. Será que esse rapaz que tomou dois tiros não vai realmente fazer falta pra alguém? se a família sabe que ele estava no crime, quanto era a esperança da família de tirar o rapaz dessa vida do crime? será que ele teve oportunidades?

 Se realmente eu penso em justiça e também penso em amor ao próximo, creio eu, que seria muito equivocado da minha parte, me alegrar com a morte do rapaz, pois o que eu fiz ou o que eu tenho feito pra mudar essa realidade? O grande problema é a facilidade que temos de julgar as pessoas e os fatos, e esquecermos de amar e valorizar o próximo.

 A grande pergunta que fica, e se fosse algum familiar ou conhecido nosso, estaríamos nós dando risada e nos alegrando a cada clique no vídeo da morte do rapaz? Será que teríamos esperança(a menor que seja) do rapaz mudar de vida? Será que seriamos mesmo, melhor do que a família dele nas condições e no meio social em que ele foi criado?

 "Bandido bom é bandido morto" até que seja da nossa família, ou alguém conhecido.